Memorial do Judiciário promove exposição “Passagem”

Memorial do Judiciário 8Refletir sobre atitudes que resultam em violência e desequilíbrio social, usar a educação como estratégia de prevenção e apresentar novas técnicas no ramo das artes plásticas em Sergipe são alguns dos objetivos da exposição ‘Passagem’, aberta no Memorial do Judiciário, no Centro de Aracaju. Assinada pelo artista plástico João Santos, a exposição traz nove telas, seis desenhos e quatro instalações.

Fomos procurados pelo artista e achamos a temática pertinente. A proposta é estimular as pessoas a refletirem sobre suas atitudes. Com isso, tentar fazer com que a violência não aconteça, seja ela física, moral, psicológica, no trânsito e em todas suas faces”, explicou Anuska Sampaio, diretora do Memorial do Judiciário, que aproveitou a oportunidade para agradecer o presente oferecido pelo artista ao Memorial, uma tela com o rosto de Sílvio Romero, jurista que dá nome ao prédio centenário.

João Santos disse que estudou a história do prédio que abriga o Memorial. “Me envolvi principalmente com o porão, onde a pesquisa que fiz lá me tocou. Nós artistas temos que ocupar espaços e a arte precisa estar onde o povo está para que ele possa senti-la e fazer uma reflexão através dela. A violência hoje é um mal que nos atinge e eu como sou sensível aos problemas sociais vim ao Memorial com essa proposta de retratar o tema”, informou o artista plástico, acrescentando que o porão do Memorial já serviu de detenção para adolescentes quando funcionava no prédio o antigo Juizado de Menores.

Memorial do Judiciário 9João Santos é natural de Capela (SE). Filho de uma vendedora de verduras e de um pedreiro, assim que concluiu o ensino médio foi morar no Rio de Janeiro, onde se especializou em fiação e tecelagem. De volta a Aracaju, em 1990, fez o curso de desenho básico com o também artista plástico Elias Santos. Estudou fotografia com o fotógrafo Márcio Garcez e, assim, aprendeu a iluminar suas telas.

A vice-presidente da Fundação de Cultura de Aracaju (Funcaju), Aglaé Fontes, visitou a exposição e teceu elogios. “Toda vez que abrimos um espaço onde a arte sergipana apareça e as pessoas podem visitar é muito importante porque não há arte no isolamento. O Tribunal está cumprindo essa missão. Outra coisa é este espaço, que independente de exposição já é carregado de história e se enriquece com a arte, seja ela figurativa ou abstrata. Esse prédio já abrigou também o Conservatório de Música, a arte já caminhou por aqui”, destacou Aglaé.

Serviço

A exposição fica em cartaz até 26/10, de segunda a sexta-feira, das 8 às 14 horas. As escolas públicas e particulares podem agendar visitas monitoradas, inclusive para o período da tarde, através do telefone 3213-0771.

Fonte: http://www.tjse.jus.br/

Última atualização: 30/09/2015 11:52.