Diversas
O governo de Mato Grosso do Sul entrou com ação na Justiça contra o governo federal para tentar resolver a superlotação nas unidades penais. O estado quer que a União construa presídios, em Mato Grosso do Sul, ou arque com o custo pra manter os presos que cometeram crimes federais.
Sete mil presos por tráfico de drogas e armas estão nos presídios superlotados de Mato Grosso do Sul. Com a justiça pressionando o governo para resolver o problema, o processo pede que o governo federal também banque os custos por esses criminosos.
O governador Reinaldo Azambuja disse que tentou resolver a questão administrativamente, mas a União nunca assumiu a responsabilidade. “O governo nunca se comprometeu, mas sempre disse: ‘vamos analisar’, ‘vamos ver a situação’. Mas como não dá para esperar, até porque também o estado está sendo acionado por decisões judiciais. E um dos meios de resolver o problema é a União arcando com os presos federais”, disse.
O processo foi encaminhado para o Supremo Tribunal Federal e pede em liminar que o governo federal pague mais de R$ 600 milhões a Mato Grosso do Sul. O governo quer receber de volta tudo o que gastou com os presos que ele considera federais, nos últimos cinco anos. Nas contas da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, manter os 7 mil detentos do tráfico internacional de drogas custa quase R$ 130 milhões por ano.
A situação de Mato Grosso do Sul é preocupante por causa da proximidade com a fronteira. O estado é o maior corredor do tráfico internacional de drogas do país. No ano passado, foram apreendidas quase 500 toneladas de drogas na região. Em cinco anos, o volume de apreensões triplicou. Com 8 mil presos a mais do que a capacidade dos presídios, o governo quer ajuda da União.
“A União teria que ter construído os presídios federais para abrigar essas pessoas do tráfico de drogas e armas. O que não pode é a sociedade, é Mato Grosso do Sul, o cidadão, arcar com um custo que não é nosso. No nosso entendimento, é um custo do governo federal e que ele empurrou a Mato Grosso do Sul e em nível de Supremo pedir esse ressarcimento.
Tércio Albuquerque, advogado especialista em Direito Internacional, acredita que o processo ajuda a pressionar o governo federal, mas que é difícil definir quem é traficante internacional e quem não é. “Caracterização de responsabilidade de ser um crime federal ou não tem que ser apontado a partir de uma origem, que seria a meu ver o inquérito que deu o ponto de partida para a prisão que ocorreu”, disse.
Mato Grosso do Sul tem ainda quase 12 mil mandados de prisão em aberto. Se todos forem cumpridos, a situação ficará ainda mais crítica.
Ver maisO Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose) cadastrou 690 voluntários, com um saldo de 491 coletas de sangue efetivadas na última semana. Os dados correspondem às doações classificadas como voluntárias e de reposição, voltadas a atender pedidos divulgados por familiares de pacientes, para realização de cirurgias programadas, além do tratamento de pacientes oncológicos e portadores de anemias, assistidos pela rede hospitalar do estado.
A gerente de coleta da unidade, Florita Aquino explica que esse tipo de doação é realizado por familiares ou amigos do paciente que será submetido a algum procedimento cirúrgico ou tratamento de saúde. Segundo a gestora, todos os tipos sanguíneos são importantes, com destaque para o ‘O negativo’. “Esse é um sangue muito requisitado pelos médicos em situações de emergência. Quando há o aumento nas cirurgias é importante assegurar esse tipo sanguíneo no estoque do Hemose”, ressalta.
Florita Aquino explica ainda que diariamente o serviço de captação avalia os estoques para garantir os fatores sanguíneos mais requisitados. “Esses são os tipos de sangue que mais coletamos e, também o que tem mais saída. Dessa forma, quando rastreamos um aumento nas doações para atender pacientes, de imediato buscamos saber quais são suas necessidades, para envolver os familiares na captação e assegurar que o sangue não falte”.
Doador de sangue e de plaquetas, Carlos Aurelio Resende, faz questão de doar sangue regularmente. “Sou doador independente dos pedidos, entendo que essa é uma necessidade diária, por isso, não espero receber o chamado, quando chega o período da doação venho até o Hemose. Esse é um gesto importante e necessário para muitos pacientes”, declarou o doador.
As doações de sangue cumprem intervalos regulamentados pela Coordenação Geral de Sangue e Hemocomponentes (CGSH) do Ministério da Saúde (MS). O homem pode doar a cada dois meses e a mulher a cada três meses. Com uma bolsa de sangue é possível processar os seguintes componentes – plaquetas, hemácias e plasma, que atende as mais variadas necessidades como o tratamento de anemias, hemorragias, evitar sangramentos, além da produção de fatores de coagulação.
Critérios para doar
Para ser um doador de sangue o candidato deve estar em bom estado de saúde, ter idade entre 16 anos completos e 69 anos e peso acima de 50 Kg. Menor de 18 anos somente com termo de autorização dos pais ou responsável legal. É necessário portar documento de identidade original e com foto válido em todo território nacional. Mais detalhes sobre o serviço de doação através dos telefones (79) 3225-8000, 3225-8039 e 3259-3174.
Fonte: Agência Sergipe Notícias
Ver maisEm mais uma oficina gratuita, a Comissão de Mediação, Conciliação e Arbitragem da Ordem dos Advogados do Brasil, em Sergipe, colocou em discussão nesta segunda-feira, 6, os aspectos gerais da mediação escolar. Para esse debate, a mesa contou com a presença do advogado e professor no Departamento de Educação da Universidade Federal de Sergipe, Valtênio Paes.
Em sua palestra, Valtênio abordou os conceitos da mediação à luz do pensamento pedagógico, relatando estatísticas de violência nas escolas e identificando ações que poderiam conciliar a mediação e a pedagogia. O professor também propôs mudanças na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, como a inclusão do advogado nas comissões de mediação nas escolas.
Na ocasião, a presidente da Comissão, Patrícia França, afirmou a indispensabilidade da gestão dos conflitos no meio escolar para a construção de uma cultura de paz na sociedade.
“Não há lugar melhor para implantar a mediação. É na escola onde tudo se transforma e onde há o fortalecimento das relações. É nobre contribuir com a pacificação social e a comissão está tentando fazer a sua parte. Sejamos colaboradores da cultura da paz, sejamos nobres”, disse.
Ver maisSerá realizada nos dias 09 e 10 de junho de 2017, a XXII Jornada Internacional de Direito no centro de Eventos do Hotel Serra Azul em Gramado/RS e emitirá um certificado de 30h atividades complementares.
O evento contará com a presença dos palestrantes: mestre e doutor pela USP, Pedro Lenza, do advogado e mestre em Direito Público pela Unisinos, André Agnes Domingues, do doutor em Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid, Aury Lopes Jr., dentre outros.
Informações e inscrições Aqui!
Ver maisÚltima atualização: 23/02/2017 11:40.




