Artista do Mês de Fevereiro – Deolando

Autodidata, Deolando Vieira da Silva, pintor e escultor, nasceu no dia 24 de setembro de 1957, em Neóplis/SE. Deolando se descobriu artista, quando aos doze anos, margeando o rio São Francisco, pegou um pouco de barro de toar (usado para cerâmica) e ao chegar à casa de seus pais moldou um busto. A partir dos treze anos, começou a moldar em barro alguns bustos e algumas esculturas, como Floriano Peixoto, Tiradentes e Marechal Deodoro da Fonseca, este moldado e esculpido em cimento.

Iniciou os estudos do ensino fundamental em Neópolis/SE, em 1974, mudou-se para a cidade de Duque de Caxias/RJ, onde fez o curso técnico de enfermagem e a faculdade de ciências contábeis e quando realizou os seus primeiros trabalhos como pintor.

Em 1985, retornou a Sergipe, onde começou a desenvolver a sua arte, fazendo esculturas que retratavam personagens históricos. Em 1988, realizou a sua primeira exposição, na Galeria Portinari, em Aracaju/SE.

Possuidor de um estilo próprio, sua obra perpassa pelo expressionismo, impressionismo, cubismo e surrealismo. Cita, como influentes em sua formação artística, Vincent Van Gogh, Paul Cézzane, Monet, Picasso e Salvador Dali, representantes dessas escolas.

Em suas escultura há predominância de formas humanas apresentadas de forma estilizada; na pintura, os motivos são variados, mas temas como palhaços e músicos são os mais contemplados. Pesquisador de técnicas para desenvolver a sua arte, utiliza a espátula para executar quase a totalidade de suas pinturas. Comumente usa tinta a óleo e prepara as telas com gesso, cola branca, verniz acrílico e um pouco de areia fina bem peneirada.

Suas esculturas, em grandes tamanhos, estão em vários Estados brasileiros. Constam, ainda, em anuários e em vários catálogos de arte. Entre as esculturas, merece destacar o conjunto composto por sete esculturas, representando cinco Cangaceiros, o Padre Cícero e Luiz Gonzaga, feitas para o Xingó Parque Hotel, em Canindé de São Francisco/SE; a imponente imagem de Nossa Senhora da Conceição, para o Seminário Maior, em Aracaju/SE; as esculturas, em tamanho natural, de Zé Peixe, Rosa Faria, Sargento Zé Bezerra e Lampião, realizadas para o Memorial de Sergipe, em Aracaju/SE; o obelisco “Chapéu de Couro”, para o Platô de Neópolis/ SE; os monumentos “Tributo ao Conhecimento I” e “Tributo ao Conhecimento II”, feitos, respectivamente, para o Campus da Universidade Tiradentes em Aracaju/SE e para a FITS, em Maceió/AL; o Mural em alto relevo (2,00 x 6,00) para a cidade de Maceió/AL e o Painel “A Invasão Holandesa” (2,00 x 6,00) para a cidade de Penedo/AL.

Em 1981, recebeu o prêmio de Menção Honrosa pela escultura “Raízes”, no Festival de Artes de São João de Meriti/RJ. A partir de 1988, Deolando iniciou uma série de exposições em galerias e em shoppings de várias cidades e capitais do país, como Aracaju/SE, Salvador/BA e Cataguases/MG.

Em janeiro de 1996, foi laureado com o segundo lugar com o trabalho “Maternidade”, no XI Salão do FASC, em São Cristóvão/SE; e, em 1997, ganhou a Medalha de Menção Honrosa com o trabalho “Meditação”, no mesmo festival em XII edição. Em 2007, recebeu uma placa da Universidade Tiradentes, destacando-se como o melhor escultor do Estado de Sergipe.

Última atualização: 27/02/2015 12:52.