PGE participa de homenagem a ex-diretores da Ejuse

Foi realizada, na tarde da última segunda-feira, 1º, uma solenidade em homenagem aos ex-diretores da Escola Judicial do Estado de Sergipe (Ejuse), com a Comenda Medalha do Mérito Acadêmico desembargador Artur Oscar de Oliveira Déda. A solenidade, realizada no espaço sociocultural desa. Clara Leite de Rezende, 8º andar do do anexo administrativo des. José Antônio de Andrade Goes, foi aberta pelo atual diretor da Ejuse, desembargador Osório de Araújo Ramos Filho, seguida da palestra ‘A importância das Escolas Judiciais no aperfeiçoamento da magistratura’, ministrada pelo desembargador Antônio Rulli Júnior, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que é também presidente do Colégio Permanente de Diretores de Escolas Estaduais da Magistratura (Copedem).

“A Ejuse marca sua história com essa homenagem aos seus ex-diretores, pessoas que muito colaboraram para a formação e o crescimento da escola e deixá-la no patamar onde se encontra, uma das mais conhecidas. Ela tem a função de fomentar e aprimorar os conhecimentos, não só dos magistrados como também dos servidores. É uma homenagem a todos aqueles que deixaram sua parcela de contribuição para que a escola realizasse sua grande missão. Isso se reflete em uma boa prestação jurisdicional e Sergipe é conhecido em todo Brasil por isso”, destacou o desembargador Osório de Araújo Ramos Filho, diretor da Ejuse.

O palestrante da tarde, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e presidente da Copedem, Antônio Rulli Júnior falou sobre os TJ’s e destacou as funções das Escolas no país. “Hoje temos 31 Escolas Judiciais em 26 Estados, que atendem as exigências da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados, a Enfam. A formação para juízes e funcionários é permanente”, declarou o Desembargador. Ele lembrou que o Judiciário de São Paulo tem 55 mil funcionários e os cursos promovidos pela Escola Judicial ajudaram a melhorar o relacionamento dos servidores com advogados, com as partes, com os juízes e entre eles.

O procurador-geral do estado, Márcio Leite de Rezende participou do evento representando o Estado de Sergipe. Para o Procurador-Geral, essa é uma homenagem que vem resgatar o esforço do TJ/SE durante esses 20 anos de existência da Escola, em transformar a Ejuse como referência de aperfeiçoamento, não apenas dos Juízes e servidores, mas ensino jurídico, a exemplo de cursos de pós-graduação. “Essa Comenda, é uma espécie de simbolo para essa celebração, duas décadas de crescimento, evolução e sucesso do ensino jurídico por quem realiza o direito todos os dias”, ressaltou o procurador Márcio Leite de Rezende.

O presidente em exercício do TJSE, Desembargador Edson Ulisses de Melo, e o diretor da Ejuse entregaram a Comenda, por ordem cronológica de direção, aos desembargadores Artur Oscar de Oliveira Déda; Luiz Rabelo Leite (in memorian); José Antônio de Andrade Goes (in memorian); Madeleine Alves de Souza Gouveia; Marilza Maynard Salgado de Carvalho, Ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ); Clara Leite de Rezende; Roberto Eugênio da Fonseca Porto; Osório de Araújo Ramos Filho; Maria Aparecida Santos Gama da Silva e Cezário Siqueira Neto, atual Presidente do TRE/SE, que também representou a Ministra Marilza Maynard, ausente por motivo de compromisso em Brasília.

A razão da escolha do nome da comenda se deve ao legado de serviços prestados pelo desembargador Arthur Déda para o fortalecimento do Poder Judiciário de Sergipe. “Ao longo da minha vida fui professor e juiz. Acho que uma atividade favoreceu muito a outra. Hoje, a ligação do meu nome à medalha tem esse sentido de exaltar não apenas o professor, como também o juiz. Não sei se estou à altura da celebração, mas a recebo com muita alegria”, comentou o Desembargador, primeiro diretor da escola, em 1993.

Já a desembargadora Clara Leite de Rezende, também homenageada, foi diretora da escola por três vezes: 2001-2003, 2003-2005 e 2009-2010. “A escola é o foro de formação do juiz e nada mais gratificante para um desembargador vocacionado ter a oportunidade de trabalhar nessa tarefa. Os anos nos quais fui diretora da escola me senti muito realizada porque pude oferecer um pouco dos meus ideais para a formação dos juízes. Essa homenagem é uma volta ao passado, uma recordação de como foi a nossa passagem por esse ambiente, de forma que recebo com muita alegria”, revelou.

A homenagem

A comenda foi instituída em março deste ano com a finalidade de reconhecer o trabalho de pessoas que, com seu trabalho e desempenho, nos diversos campos das relações humanas, contribuem para o aperfeiçoamento da atividade social em seu sentido mais amplo. É uma forma de expressar o reconhecimento da Justiça sergipana àqueles que se dedicam ou se dedicaram a seu serviço, e é também um meio de o Judiciário estimular e valorizar seus magistrados rendendo-lhes as devidas homenagens.

Mostra Fotográfica

A Mostra Fotográfica da I Semana de Estudos de Direito Civil – 1979, inaugurada pelo Memorial do Judiciário no dia 14 de agosto, também esteve presente ao evento, sendo montada no Espaço Sociocultural Desembargadora Clara Leite de Rezende, no 8º andar da Ejuse. Segundo alguns profissionais que participaram da I Semana, em 1979, os debates e discussões realizados na ocasião impulsionaram ideias que culminaram com a criação da Ejuse anos mais tarde.

Última atualização: 02/09/2014 11:00.